Ary Toledo - Jornal Animal

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Ary Toledo

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Ary Toledo
“Os Animais são Criaturas de Deus!”.

O filho de Antonio Toledo Pizza e de Desolina de Toledo Piza, tem quatro irmãs: Marina, Eunice, Elza e a Isolina. Ele é o humorista, cantor e compositor, Ary Toledo.
Entre tantos sucessos de sua carreira como “Tiradentes”, “Descobrimento do Brasil” e “Os ovos que a galinhas pôs”, “Pau-de-Arara”, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes foi um dos mais marcantes. Quando se apresentou no programa de televisão “O Fino da Bossa”, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues, o Brasil inteiro descobriu o grande artista que é Ary Toledo.
Ele nasceu em Martinópolis eteve o seu primeiro cachorro, o Bidu, quando ainda morava em Ourinhos, também no interior do estado de São Paulo.

Bidu
O nome do querido vira-lata de cor parda de Ary era Bidu, “porque era muito inteligente, ele adivinhava tudo”, segundo o seu dono. Ary se emociona quando se lembra de Bidu: “Eu gostava do Bidu porque ele me ajudava, era um companheiro”. Hoje Ary mora em apartamento e com a sua vida agitada, de cidade em cidade, fazendo shows, lamenta por não possuir tempo disponível para ter novamente um cachorro ao seu lado e nos explica:
“Essa é a razão pela qual eu não tenho animal. Até poderia ter, mas como eu não posso cuidar por viajar muito, eu prefiro não ter porque eu me apego muito e depois na hora de separar é chato...”

Uma História com Bidu:
Ary nos conta: “-Uma vez eu estava andando de bicicleta e caiu a minha carteira. O Bidu começou a latir, latir, ele voltou uns cem metros e me mostrou onde estava a minha carteira. Isso nunca eu vou esquecer. Bidu morreu de velhice, começou a dar problema na sua coluna, o Bidu viveu muito, acho que ele viveu uns 20 anos”.

Um Clone para o Bidu?
Ele também não pensou duas vezes para responder: “Não! Bidú era original. Não sou a favor da clonagem. Acho uma judiação com o animal, inclusive porque o clone não dura muito como o original”.

O perfil do cachorro preferido:
Ary fala com todas as letras: “Eu não gosto de cachorro vagabundo, cachorro vagabundo que eu digo é cachorro que não trabalha, eu gosto de cachorro operário, esses cachorrinhos que ficam latindo no sofá da madame, eu não gosto. Eu gosto de cachorros que ajudam a polícia, cachorros que vão farejar droga no aeroporto, cachorros que puxam trenós, cachorros da raça São Bernardo que carregam água, cachorros que ajudam a conduzir cegos, esses eu adoro. Cachorro de enfeite, eu não gosto. Eu também não gosto desses cães ferozes porque eles só matam o dono, crianças, velhinhas indefesas, empregadas. Você nunca viu uma manchete no jornal assim: -“Pitbull estraçalha assaltante que adentrou uma residência!”. Você já viu uma notícia assim?

Rodeios, Touradas e Circos:
O humorista fala de uma forma extremamente séria: “Eu sou contra as touradas, acho uma estupidez. Tudo o que você judia do animal, tudo o que você usa o animal, eu sou contra. É por isso que eu não gosto de animais em circos. Todos os números que são feitos com animais nos circos, os animais só fazem isso mediante o chicote. Uma vez, eu fui fazer uma mini-série na Globo na série “Obrigado, Doutor”. Eu fazia uma participação, eu era um camelô que tinha um macaco que me ajudava para atrair o pessoal para vender os produtos. O macaco começou a me morder, a me machucar, quando eu dava a minha mão para ele.Sabe o que o domador dele fez? Para ele não me machucar mais, o domador deu uma surra nele e me disse: “-Animal é assim, Ary. só obedece assim!”. Então, quando você coloca um animal para fazer um animal para andar de bicicleta, isso tudo é na base da porrada. Eu não aprovo isso, como também não aprovo o Rodeio, acho uma estupidez você meter a espora no coitado do animal para o cara fazer o cartaz à custa dele! O peão diz: “Ninguém maltrata o animal...”. Maltrata sim, senhor! O touro então, é uma judiação, eles colocam as bandarilhas nele e depois matam o pobre do animal, indefeso”.

A Vivisseção (experiências com animais vivos, em nome da ciência):
Ary nos diz o que pensa: “Em nome da ciência, eu acho bom, mas não o animal novinho. Eu acho que você deve dar um prazo de vida para o animal. Como eu acho que toda guerra deveria ser feita pelos generais que são velhos, é a minha opinião também sobre essas experiências. Acho que a guerra deveria ser feita por aqueles que fazem a guerra porque já viveram a vida, vão eles no campo de batalha perder a vida porque já usaram a vida deles. Agora, o jovem de 18 anos vai lá para tirar a vida do coitadinho, não! Cachorro também, acho que o cachorro pode ser usado, mas quando ele tiver uma certa idade, não jovem”.

O que é cuidar bem de um animal:
“O primeiro “remédio” que você tem que dar para o animal é o carinho. Carinho é fundamental. Para você ter a amizade do animal a condição fundamental é você dar carinho. As pessoas não sabem, tem gente que maltrata, bate, chuta o animal”.

O Comércio de peles de animais:
“Eu acho uma barbaridade as pessoas matarem os animais em extinção, para vender a pele. Se eu pudesse, eu botava em cana esses caras que fazem isso”.

Cachorros que vivem presos:
“O Cachorro não pode se transformar em escravo do seu dono. Não se pode deixar o cachorro preso em casa, judiar do cachorro. Você já viu cachorro quando fica fechado e o dono chega e solta, a alegria que ele tem?

O Corte:
“Pessoas que cortam o rabo do cachorro, eu também sou contra! Não há nenhuma necessidade de ficar mutilando o animal”.
Nesse instante, o lado humorístico de Ary vem à tona e ele não resiste a uma piada: “-Sabe aquela história do homem que levou o cachorro ao veterinário e pediu: -Corta bem rente o rabo! O veterinário então respondeu: “-Não pode cortar rente!Tem que deixar um pedaço! O homem então respondeu: “Não...Corta rente porque a minha sogra vai chegar lá em casa e eu não quero nenhuma demonstração de contentamento...”

Os Projetos Atuais:
Ary Toledo está atualmente com o show itinerante “Ary Toledo a todo vapor” e em breve estará de volta para São Paulo com o seu espetáculo em teatro.

Recados:

De Ary Toledo para Você, Leitor(a):
“Eu acho que o dono do animal deve dar em primeiro lugar o carinho, o amor. Isso aí o animal sente, é uma necessidade imperiosa que o animal sente, eu sei disso! Em segundo lugar, é você tratar bem, dar remédio, dar assistência ao cão, vacinar, cuidar dele”.

Do Jornal Animal para você, Ary Toledo:
“Muito obrigado pela entrevista! A Vida precisa de Humor para se tornar leve e hoje em dia, mais ainda o Humor se faz necessário. Ouvindo você durante a entrevista sentimos uma enorme saudade que você tem do Bidu pela forma carinhosa com que se referiu a ele. Tenha certeza, Ary, que onde estiver, Bidu também se lembra com muito carinho do seu dono que passeava com ele pelas ruas de Ourinhos”.

Do Jornal Animal para Você, nosso(a) Leitor(a):
Estivemos mais uma vez juntos caminhando por entre as palavras desta entrevista extremamente sincera de Ary Toledo e tenho certeza que você ficou feliz de encontrar mais uma pessoa que gosta dos animais tanto quanto você. Até a próxima!

Sergio Valério

 
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