Um Domingo de Junho - Jornal Animal

Busca
Ir para o conteúdo

Menu principal:

Um Domingo de Junho

Colecionador > Parte 3
Sergio Valério
 
Era uma tarde de um frio domingo de junho, quando Elisa saiu de casa com Rex, para ir até o Parque do Ibirapuera.
Sozinha desde quando o seu casamento terminara, Elisa encontrara no seu poodle um grande companheiro para as horas vazias.
Ela caminhou ao lado de Rex pelas doze quadras que a separavam do parque e foi em direção ao lago onde marrecos, patos e peixes faziam a festa das crianças.
Elisa sentou-se num banco e nem notou quando um homem passou por ela, mas o esperto Rex, atento a tudo, disparou a latir em direção da bela cachorrinha que seguia ao lado do homem.
O cão saiu em disparada, sem que Elisa conseguisse segurá-lo e foi em direção da cachorrinha.
Tudo aconteceu muito rápido e Ernesto, o homem que levava Tina, a poodle, para passear, só teve tempo de olhar para Rex e, em seguida, para Elisa. Os dois sorriram, enquanto Rex e Tina latiam um para o outro.
Minutos depois, o Parque do Ibirapuera era o palco de uma bela cena, onde um homem e uma mulher trocavam palavras, procurando se conhecer mais.
Rex e Tina caminhavam, lado a lado, enquanto pássaros cantavam o belo canto da Vida.
A Gata e seus filhotes
 
Entre os velhos cobertores jogados naquele canto de rua, ela permanece quieta. Sabe que eles irão chegar e por isso, simplesmente os espera.
Não terá ajuda de ninguém, nem daquele gato com quem há tempos atrás cruzou, em uma noite de lua cheia.
As nuvens no céu prometem uma chuva, e por isso ela buscou um lugar seguro, onde a chuva não poderá alcançá-la;
Perto dali, em uma avenida de grande trânsito, carros passam em louca corrida atrás do Tempo, enquanto seus motoristas ouvem as últimas notícias no rádio.
Na esquina, fiéis cantam louvores, enquanto na padaria um homem pede uma média com pão e manteiga.
A gata permanece em espera pelo momento que virá.
A tarde chega e vai, sem que a chuva chegue e caia, mas ela não sai do seu canto, adormece por uns momentos, acorda, adormece de novo, pois a hora ainda não chegou.
Na madrugada, na casa ao lado, uma família dorme e um despertador aguarda chegar a sua hora de tocar.
Às tantas horas, algo lhe diz que seus filhotes estão por vir. Seu corpo lhe avisa, mesmo sendo a primeira vez que será mãe, afinal de contas as mães sabem ser mães, mesmo antes de serem.
A primeira contração chega e em minutos, eles saem do seu corpo, indo ao encontro da Vida, mas retornam e se aconchegam ao seu corpo em busca do calor.
O leite que ela lhes oferece tem gosto de amor e é assim que eles, como todos os filhotes do mundo, animais e humanos, descobrem que a vida tem o doce sabor de Deus.
 
Busca
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal