Dra. Amanda G. Panangeiro - Jornal Animal

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Dra. Amanda G. Panangeiro

Seções > Entrevistas > Profissionais
A Saúde de um pet é muito importante. Não há tutor ou tutora que não fique extremamente preocupado quando a saúde do seu pet está em risco.
Trazemos para conversar sobre a saúde dos pets e também para contar um pouco sobre os seus caminhos na profissão, a Dra. Amanda G. Panangeiro, médica veterinária.Vamos acompanhar a entrevista?

1.      O que a levou a estudar Medicina Veterinária?
R.  Desde criança, eu sempre tive uma paixão por animais. Sempre brinquei e cuidei de cães e gatos de rua. E desde que aprendi a falar, falava sobre ser veterinária. Nasci com essa paixão e a mantive.

2.      Dentro da Medicina Veterinária, você se especializou em algum segmento?
R. Eu me formei pela Metodista em dezembro de 2012 e desde então trabalho com Clínica Médica de Cães e Gatos. Hoje estou terminando uma pós-graduação com Clínica de Animais Silvestres e Exóticos. Porém, ano que vem, pretendo iniciar uma especialização com Nutrição.

3.      Onde você trabalha atualmente? Em que cidade e país?
R. Eu trabalho num pet shop chamado Família Pet, no bairro dos Casas, em São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil.

4.      Você teve animais de estimação em sua infância? Como se chamavam e como eles eram?
R. Quando eu nasci, minha família tinha uma pastora, porém ela tinha ciúmes de mim, então não tinha contato. Essa pastora morreu em 1998. Nesse mesmo ano, ganhei uma poodle de presente de aniversário, chamada Miucha (que faleceu ano passado, aos 18 anos). Em 2000, a Miucha teve um filhote, que ficou conosco, o Nick (que também faleceu ano passado, aos 16 anos). Em 2000 também adquirimos um rottweiler, o Kevin, que faleceu em 2010 de câncer. Quando o rottweiler morreu, adotei um pit bull adulto de rua, chamado Tyson. Ele faleceu em 2014.

5.      Atualmente você tem animais de estimação? Como eles se chamam e como eles são?
R. Atualmente tenho 3 cachorros. Todos sem raça definida (vira-latas) adotados da rua. Uma é bem tranquila, porém medrosa. E os outros 2 são agitados. Mas nenhum deles é agressivo. São apenas brutos, pois não fazem ideia de que são grandes. Chamam Tequila (5 anos), Maria (3 anos) e Theo (2 anos).

6.      O que os governos dos países ainda não fizeram e que precisaria ser feito em relação à proteção e cuidados com os animais?
R. Nos países de primeiro mundo há um controle populacional mais rigoroso dos animais abandonados e de doenças. Aqui no Brasil, falta incentivo quanto à conscientização sobre posse responsável. Faltam palestras em escolas com pais e alunos sobre a responsabilidade de se ter um animal, sobre os gastos que este animal dá (esperados e inesperados). Falta realizar mais campanhas gratuitas de vacinação e de castração. O governo poderia fazer parceria com empresas como Zoetis, Merial ou MSD, que fornecem as vacinas importadas, para campanhas de vacinação contra raiva e até mesmo campanhas de v8/v10 para cães ou v4 para gatos. Mas, não campanhas feitas como são feitas hoje em dia; campanhas de vacinação e castração com parcerias com clínicas, realizadas por veterinários capacitados, fazendo uma triagem de animais.

7.      Como se deve cuidar de um animal de estimação?
R. Um animal de estimação, independente da espécie, requer cuidados básicos, como vacinação, castração, alimentação de boa qualidade (rações de categoria Premium ou Super Premium), banhos mensais/quinzenais, dependendo da espécie e da raça. Um animal precisa da atenção do dono.
Um cão ou um gato filhote deve receber vacina a partir de 45 a 60 dias, fazendo um protocolo de 3 doses com intervalo de 21 a 30 dias entre cada dose. Aos 4 meses, recebem vacina contra raiva. Para cães, existem também vacinas contra gripe, giardia e leishmaniose.
Todos os animais devem receber também a vermifugação, sendo que a primeira dose é feita com 20 dias de vida, e as doses devem ser repetidas mensalmente até os 6 meses de vida.
Banhos em pet shop e passeios só podem ser realizados quando o animal estiver com o esquema de vacinação completo. E não se deve passear com o animal, antes do término da vacinação, nem mesmo no colo.
Os banhos podem ser dados em casa, com shampoo específico para a espécie, a cada 15 dias. Lembrando que a água do banho deve ser morna e o animal precisa ser seco de forma correta com secador morno. Sempre prestando muita atenção para que não caia água nos olhos e nos ouvidos.
Caso o animal não seja destinado para reprodução, ele deve ser castrado assim que terminar de receber as vacinas, com cerca de 4 a 5 meses de idade. Para machos, a castração é mais importante para que ele não desenvolva um comportamento de marcação de território (urinar fora do lugar, com a pata erguida). Já para fêmea, a castração evita piometra (infecção de útero) e, se realizada antes do primeiro cio, evita tumor de mama.

8.      Como se deve prevenir doenças em cães e gatos?
R. A prevenção de doenças se dá pela vacinação com vacina ética, importada, realizada no consultório por um veterinário qualificado. Pela vermifugação que, após o protocolo mais intenso realizado em filhotes, deve ser feita a cada 6 meses. Pela castração que evita não apenas doenças e comportamentos de marcação de território, mas também cio e prenhez indesejados e, para machos, possíveis brigas por território ou fêmeas. E medicações para evitar pulgas e carrapato que, em sua maioria, devem ser realizados a cada 30 dias.

9.      O que você, como médica veterinária, gostaria de dizer para os internautas da web revista Jornal Animal que gostam tanto de ser tutores de seus pets?
R. Gostaria de lembrar a todos que um animal é um ser vivo que depende de nós para quase tudo. Então é necessário que tenhamos consciência que ele gerará gastos financeiros, os quais devem ser considerados antes da aquisição do animal. Eles vivem em média 15 anos e durante toda a vida vão depender de seus tutores.
Ao envelheceram, da mesma forma que um idoso, ele irá necessitar de cuidados mais específicos e, principalmente, precisará de mais atenção ainda do tutor.
Nunca esqueçam que por mais que você ame seu animal como se fosse um familiar, ele ainda é um animal e deve ser tratado como tal. Não devemos humanizar um animal, tratando-o como uma pessoa, pois isso tem causado problemas a eles, tanto em relação a instinto quanto doenças psicossomáticas. Você não precisa tratá-lo como uma pessoa para demonstrar que o ama, basta cuidar com carinho e suprir suas necessidades básicas.
 
 
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