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Cães-guia? Saiba tudo sobre estes pets muito especiais na entrevista com a advogada Dra. Mônica Grimaldi.
1.   Quais são as raças que podem se transformar em cães-guia?

R. O Cão-guia  é um animal muito especial possuindo temperamento dócil e sendo dotado de extrema paciência e determinação. Ama profundamente o dono e por essa razão sente prazer no seu trabalho e funciona como olhos do cego. Ele não cansa jamais, sendo treinado para acompanhar o cego 24hs por dia.
Atualmente as raças mais utilizadas no mundo inteiro são: golden retriever, retriever do labrador e mestiços dos mesmos, collie (pelo longo ou curto) e pastor branco suíço.
Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. Entretanto, o que importa não é a raça, mas sim o cão.

Foto Lionel Falcon


2. Existem muitos cães-guia disponíveis para cegos?

R. Infelizmente não, por diversos fatores. Primeiro o treinamento é oneroso e existem poucos adestradores no país devidamente habilitados a treinar um cão guia. Praticamente não existem incentivos governamentais que subsidiem esse trabalho. 
Um fator que limita o trabalho da Associação é sua dependência de doações de recursos para o adestramento, manutenção e cuidado dos cães em treinamento e dos filhotes que são criados na casa dos adestradores ou das famílias adotivas, onde mais tarde recebem o treinamento. Para iniciar o treinamento avançado, o cão deverá ter de 10 a 30 meses, porque a maturidade é elemento essencial no cão-guia, pois com ela vem a responsabilidade requerida para desviar o deficiente visual de obstáculos.

3. Existem muitas entidades que treinam cães-guia? Quanto tempo leva um treinamento de um cão guia?

R. Na Europa e nos EUA sim, mas no Brasil muito poucas entidades que fazem esse trabalho.

4. Se um cego necessita de um cão-guia, onde ele deve procurar? Existe um custo para se adquirir um cão-guia?

R. Existem sites das Associações de Cães Guia.Associação Cão Guia de Cegos (ACGC) foi fundada em 02/05/1981 tendo como finalidade de dar olhos ao deficiente visual e integrá-lo à sociedade como pessoa produtiva através de cursos e do fornecimento gratuito de cães-guia e visitas a hospitais e asilos com cães terapeutas.
Como ajudar? Implantar esse sistema de ajuda ao Deficiente Visual é tarefa pioneira, e por isso mesmo difícil. Muitos problemas são constantemente como:
- A educação da comunidade para aceitar e respeitar o cão-guia;
Remédio Eficiente:
- A divulgação da legislação que permite a entrada de cães-guia acompanhados do deficiente-visual, adestradores ou instrutores, em locais públicos , privados e meios de transporte. E a Lei Federal nº 11.126, nação, treinamento e manutenção dos cães-guia, etc.
Essa lei autorizou a entrada de pessoas portadoras de deficiência visual, acompanhadas de cão-guia, bem como seus adestradores, em supermercados, estabelecimentos comerciais, shoppings centers, igrejas e no transporte coletivo. Segundo esse decreto, essas pessoas têm direito a ir aos locais onde é servida refeição e poderão entrar pela entrada principal, usando tanto o elevador de serviço quanto o social, em qualquer prédio público ou particular.
O deficiente visual ou o adestrador deverá carregar uma carteira de vacinação do animal e uma outra atestando o treinamento e o cão-guia deverá estar devidamente identificado. Quem impedir um deficiente visual ou seu treinador de entrar nesses estabelecimentos estará sujeito à multa de R$ 1.000 a R$ 50.000.
Muita gente já está ajudando, a Associação Cão Guia de Cegos. Você poderá ajudar compreendendo e divulgando a nossa obra ou ainda: criadores podem doar filhotes, veterinários podem prestar assistência aos cães, laboratórios podem doar vacinas e medicamentos, outras indústrias podem doar verbas, materiais e alimentos para os cães. Você pode ser umou madrinha de um cão-guia nos ajudando a fornecer mais cães-guia em menos tempo. Qualquer ajuda nos é extremamente útil!




5. Depois que um cão guia é treinado, como ele aprende a receber os comandos do deficiente visual que será o seu dono? Há um treinamento específico para que os cegos aprendam a dar os comandos para os cães-guia?

R. Sim. Os deficientes visuais que serão usuários de um cão-guia recebem um treinamento específico de habilitação de no mínimo dois meses.
Para o deficiente visual, o cão-guia apresenta muitas vantagens: obstáculos acima da cintura são fáceis de serem percebidos pelo cão; atravessar ruas movimentadas é mais fácil e seguro, pois o cão percebe o movimento do tráfego. Além disso, existe o aspecto psicológico positivo que resulta da união deficiente visual/cão-guia, pois o cachorro é estímulo, amor, carinho, inspira confiança e vontade de viver ao deficiente visual, integrando-o à sociedade.
Foto Lionel Falcon
Foto Lionel Falcon


6. Quando encontramos com um cão-guia, ao lado de seu dono, podemos tentar interagir com este cão?

R. No momento que o cão está guiando não podemos interagir com o cão guia, pois nesse momento ele está focado no trabalho, brincar com o cão nesse momento equivale a tomar o volante das mãos do motorista!!!

7. Se estivermos com o nosso cão passeando por uma rua e encontrarmos um cão-guia com o seu dono, posso deixar que o meu cão se aproxime do cão-guia?

R. Não, pois nesse momento ele estará guiando, não é interessante que o cão se distraia com outros animais ou pessoas.

8. Cães-guias podem atacar uma outra pessoa que se aproxima do seu dono?

R. Jamais cães-guias vão atacar pessoas ou animais, eles são cães extremamente dóceis e são socializados desde muito jovens todos os tipos de pessoas e animais.


9. Se encontrarmos um cão-guia com o seu dono, podemos oferecer algo para o cão-guia comer?

R. Não, pois nesse momento ele estará trabalhando.

10. Quando eu quero falar com uma pessoa cega, que está com o seu cão-guia, quando eu lhe dirigir a palavra, posso olhar para o cão-guia ou devo olhar apenas para o(a) cego(a)?

R. Olhar pode o que não pode é distrair o cão se o mesmo estiver guiando.

11. Se um cego nos pedir ajuda, qual é a posição adequada para nos posicionarmos, ao lado do cão guia ou do outro lado?

R. Do outro lado pois assim não vai atrapalhar o cão guia em sua função.
Fotos Lionel Falcon
12. Quando o cego pede ajuda a uma pessoa, na rua, solicitando que o oriente para ir até algum lugar, o cego precisa falar alguma palavra que oriente o cão-guia que, a partir daquele instante, ele não precisa mais guiá-la, pois uma outra pessoa o fará?

R. O comando será do deficiente visual a pessoa que irá auxiliar não deve interferir com a interação deficiente visual/cão guia.


13. Podemos tocar na guia de um cão cego ou isso só pode ser feito pelo próprio cego? O cão-guia poderá reagir de alguma forma, se eu tocar na guia?

R. Podemos tocar se o cão não estiver guiando e com a devida permissão do deficiente visual ou seu treinador.

14. Cães-guia costumam parar na rua para fazer as suas necessidades?

R. Não, mas quando fazem avisam ao seu usuário ou treinador que irá imediatamente recolher os dejetos.

15. Cães-guia quando estão, por exemplo, em um ônibus, trem ou metrô, costumam querer circular pelo espaço onde estão ou permanecem o tempo todo ao lado do seu dono?

R. Permanecem o tempo todo ao lado de seu usuário.
Dra. Mônica Grimaldi é advogada especializada em Direito de Animais. Cinotecnica e instrutora operacional, atua como consultora de diversos sites e revistas voltados a área animal. Ministra cursos e palestras em todo território nacional. Participa ativamente nas campanhas que envolvam meio ambiente, bem estar e direitos dos animais.

Visite os sites abaixo para conhecer mais sobre o trabalho da Dra. Mônica Grimaldi e também sobre a importante atuação dos cães-guia.


 
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