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Tom Zé

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Tom Zé:
Cuidar de um animal é “saber do que ele precisa”

A qualidade do trabalho de Tom Zé se faz presente em todas as suas atividades profissionais, seja como compositor, cantor, arranjador ou ator. Tom Zé estudou na Universidade Federal da Bahia, foi professor de Contraponto e Harmonia, e entre tantos sucessos, compôs a inesquecível “São São Paulo, meu amor”, vencedora do IV Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record. Tom Zé teve o seu disco "The Best of Tom Zé", considerado entre os 10 melhores da década em todo o mundo, na avaliação da revista Rolling Stone, além de ter conquistado diversas premiações, como o Prêmio de Criatividade, nos Estados Unidos e o 27º Prêmio Shell de Música. Nesta entrevista, ele nos fala com muito respeito dos animais com os quais tem convivido como os cães Arthur e Wolf e as gatas Gigi e Melissa, chamadas carinhosamente de “sobrinhas”.

Tom Zé, sua família e sua infância:
Antonio José Santana Martins, Tom Zé, nasceu em Irará, cidade do recôncavo baiano Filho de seu Éwerton (Martins de Cerqueira) e dona (Maria) Helena (Santana Martins), Tom Zé é casado com a sua querida Neusa e seu filho se chama Éwerton”. Tom Zé se recorda de uma bela lembrança de sua infância: “Um carrinho-de-carneiro, nome para um veículo de conto de fada, puxado por robustos carneiros, é uma grande lembrança de minha infância. Contei isso recentemente num livro que juntou lembranças remotas de pessoas conhecidas. O passeio em carro-de-carneiro era um sonho para os meninos daquele entonces”.

O chow-chow “funcionário”:
Tom Zé nos fala, com muito carinho do chow-chow: “Com nossa vida de viagens constantes e a inconveniência de deixar animais frequentemente por sua conta e risco ou em hotéis, contentamo-nos com situações conciliatórias. Há um “funcionário” no nosso escritório, o chow-chow de Tania, que trabalha conosco, sempre requisitado pela Neusa, que sente falta quando ele não aparece para “trabalhar” por muito tempo. Ele fica no escritório, indiferente a telefones e movimentação. Cola em Tania o tempo todo, não dá atenção a mais ninguém. É um animal bonito, com seu boné de pelo, e absolutamente tranqüilo. O que quer é a companhia da dona”.

Wolf, a perda:
Tom Zé se emociona e nos conta: “Outro animal de convivência próxima era Wolfgang. “Era” porque faleceu há três dias, pondo esse verbo no passado, uma tristeza. Wolfgang, Wolf para os íntimos, era um cocker spaniel da tecladista da banda, Cristina, uma pessoa muito querida. Wolf era uma grande companhia para a vida dela. Foi-se embora há alguns dias, por velhice extrema. Cristina e nós estamos tristes”.

A criança e os animais:
Ele nos fala da importância dos animais na vida das crianças: “Se na infância do gênero humano a tradição cristã mostra a convivência entre as espécies – homens, leões, pássaros – como emblema da paz, quem sou eu para negar a grande importância de um animal para o cotidiano de uma criança? Essa proximidade com um bichinho pode nos inserir com mais realidade entre as outras formas vitais, entre plantas, mamíferos, nuvens”.

O Ser Humano e os Animais:
Tom Zé nos diz o que pensa: “Quem mete o pau inflexivelmente em máquinas deve trazer para a discussão o bem que os motores fizeram aos cavalos, aos bois. Pouparam-nos de crueldades e escravização. Não ponho no banco dos réus o carro puxado a carneiros de minha infância porque só crianças pequenas, corpos leves, passeavam nele. Mas sem dúvida os homens poderiam tratar melhor os animais”. Tom Zé continua sua reflexão: “É vital prevenir a possibilidade de crueldade; nós, humanos, somos capazes de agir como anjos, mas também fazemos coisas da má-hora. E, como diz Rita Lee, “não confio em quem não gosta de gatos”. Esse não gostar é uma porta aberta pra muito sadismo”. Tom Zé complementa, mostrando todo o seu respeito pelos animais, dizendo o que pensa sobre o que é cuidar bem de um animal: “Conhecer-lhe as necessidades, saber do que ele precisa”.

O animal que gostaria de ter:
“Minha mulher me conta de um casal com quem trabalhou que levou para o escritório alguns dias uma onça bem pequenina. A oncinha cabia numa gaveta funda e lá ficava, sendo alimentada durante o dia e recebendo visitas de pessoas que amam a beleza. Se não fosse o litígio entre espécies, eu gostaria de ter um tigre por perto, seria um festival do olhar; haja vista a fascinação de Borges e do poeta William Blake pelos tigres”.

As Músicas para os Animais e os Novos Projetos:
Tom Zé nos fala de músicas que compôs sobre animais: “Compus músicas infantis que falavam em Mestre Cachorro, Mestre Gato, na Ratinha Ritinha... Teriam sido só esses? Foi para uma coleção de música infantil da Editora Abril, há uns vinte anos”. Sobre novos projetos, ele nos conta: “Um de meus músicos, que tem colaborado nas atividades recentes, disse que quando trabalha comigo preocupa-se em centralizar um rumo, pois vou atrás de uma pluralidade de idéias. Vez por outra, isso é verdade, sim. Atualmente estou respondendo a estímulos. Interrompi um projeto começado e há dias componho canções para colegas que me solicitaram músicas específicas”.

RECADOS:

De Tom Zé para Você, leitor(a):
“Leitores do Jornal Animal, que bom que o interesse de vocês mantém viva esta publicação, que bom que vocês têm essa afinidade forte com a vida”.

Do Jornal Animal para Tom Zé:
Assistir a seus shows e ouvir os seus discos, é descobrir que a Música sempre pode nos proporcionar novas e belas linguagens. Você, Tom Zé é um presente que a Arte ofereceu para o Mundo, para que todos nós possamos ter o prazer de reverenciar o que merece ser aplaudido de pé, como sempre acontece aos finais dos seus belos shows!

Do Jornal Animal para você, Leitor(a):
Poder dividir com Você a alegria de ouvir Tom Zé falar com tanto respeito pelos animais, é mais um motivo pelo qual nos sentimos muito felizes ao iniciar todo mês, mais uma edição do nosso Jornal Animal. Até a próxima, se Deus quiser!

Sergio Valério

 
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