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Olavo e os três Cães

Colecionador > Parte 2
Sergio Valério
 
A Rua Direita estava mais congestionada de pessoas do que nunca quando a carroça, com três cães sobre ela, passou por Marcos.
Um homem sorridente puxava a carroça e sobre ela, além dos cães, estavam papéis e mais papéis.
Ele podia se chamar João, José ou qualquer outro nome, mas sabe-se lá porque Marcos imaginou que ele pudesse se chamar Olavo.
“Olavo” talvez um dia tivesse sido um homem de negócios que perdeu tudo e vendo-se no fundo do poço, tentou encontrar algo para sobreviver e encontrou no trabalho de catador de papéis um caminho.
Marcos ia em direção ao banco, mas mudou de rumo e começou a seguir “Olavo” e os três cães na carroça.
Os cães pareciam não tirar os olhos do homem que não demonstrava sentir o peso da carroça com a enorme quantidade de papéis sobre ela.
As pessoas passavam e poucos olhavam, pois pareciam ter os olhos e a mente voltados apenas para os seus compromissos.
Três esquinas depois, o homem parou a carroça para recolher mais papéis jogados no calçadão do centro de São Paulo. Foi quando Marcos criou coragem e, alcançando o homem, perguntou: Por que você leva os cães na carroça? Assim ela não fica mais pesada? Eles não poderiam ir seguindo ao seu lado?
“Olavo” sorriu e disse: “Se meus cães não estiverem sobre a carroça eu corro o risco de perdê-los e se isso acontecer, qual seria a razão para eu trabalhar se eu não tiver a minha família ao meu lado?
Na lanchonete ao lado um café era servido, no escritório no 20o andar muitos emails eram enviados e na rua um homem chamado Marcos aprendia uma nova lição.
 
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